15 de Maio de 2012

Começou a corrida aos bancos na Grécia. Esta é a notícia que mais preocupação me causou desde o início desta crise. Mas quem pode culpar os Gregos? A probabilidade de saída da zona Euro é maior do que nunca e os depósitos que têm serão os primeiros a ser denominados na nova moeda. Assim, é quase irracional não tirar o dinheiro dos bancos. Mas as consequências são terríveis e só um novo apoio da UE salvará os bancos gregos do colapso eminente.

 

É triste ver a irresponsabilidade política de alguns partidos políticos, que com um país à beira do precipício, decidem dar mais um passo à frente, evitando um entendimento que é mais que obrigatório. Infelizmente vão haver novas eleições e o partido que lidera as sondagens, o Syriza, parece escolher o caminho do caos e da desgraça.

 

Adivinhem lá quem é que vai sofrer ainda mais com isto tudo? É triste e dá-me muita pena que não haja uma classe política à altura dos acontecimentos na Grécia. 

da autoria de Duarte Alves Ribeiro às 23:40 - editado por Católica Finance Club às 23:04

14 de Maio de 2012

Aqui fica mais um excelente teaser da SIC Notícias (roubado ao GPS e ao JBC):

 

 

 

Aguardo com curiosidade os meses que se seguem com o novo par Europeu! Optimismo aqui.

da autoria de Ana Mão de Ferro às 23:54

13 de Maio de 2012

Segundo o nosso primeiro-ministro, o desemprego não deve ser encarado como um estigma, devendo em vez disso ser encarado como uma oportunidade.

 

Num contexto em que a economia esteja a prosperar, próxima do pleno emprego e com um desemprego estrutural reduzido, uma taxa de desemprego óptima não se deve situar em 0%, não só para controlar a inflação, mas também para garantir que existe algum dinamismo entre a oferta e a procura no mercado de trabalho (daqui nasce o conceito de NAIRU, ou Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment).

 

No entanto, esta declaração não podia ter sido mais infeliz nos dias que correm. Estar desempregado seria uma excelente oportunidade para mudar de vida, mas era necessário que existesse alguém a oferecer emprego. Das coisas que mais me custam ouvir, uma delas é saber que existem pessoas com vontade e capacidade de trabalhar, que se esforçam por conseguir um emprego, que em toda a vida sempre foram empenhadas, mas que não conseguem encontrar quem lhes dê um emprego. Gostava que o primeiro-ministro por um dia sentisse a sensação de estar desempregado, com um futuro incerto, e ainda ter alguém a dizer-lhe que o desemprego deve ser encarado como uma oportunidade (quase só faltou dizer que devia ser visto com optimismo).

 

da autoria de Nuno Coelho às 14:50

11 de Maio de 2012
da autoria de JBS às 17:15

Uma grande empresa de apostas inglesas - Betfred - cometeu um enorme erro recentemente. O seu fundador decidiu colocar o coração à frente da razão e as coisas podem correr muito mal. O sr. Fred Done, enorme fã do Manchester United, decidiu pagar antecipadamente meio milhão de pounds aos investidores que tinham apostado no Manchester United para ganhar a liga inglesa, tal era a sua convicção. Nessa altura, o Manchester United tinha uma vantagem de 8 pontos sobre o seu maior rival City, e o sr. Done não acreditava que o City poderia recuperar. Surpresa das surpresas, após uma surpreendente derrota contra o Wigan, um empate com o Everton e uma derrota contra o City, o Manchester United entra para a última jornada em segundo lugar, e está à espera de um deslize do Manchester City para conseguir vencer novamente o troféu.

 

Mas o engraçado é que esta não é a primeira vez que a Betfred comete um erro destes. Em 1998, fez uma asneira semelhante ao pagar antecipadamente o mesmo valor quando o Manchester United tinha 12 pontos de avanço sobre o Arsenal e os Gunners acabaram por ser campeões.

 

Contas feitas, para além de não aprender com os erros, Fred Done, cometeu o maior dos erros dos apostadores ao acreditar que a sua equipa do coração não lhe ia fazer a desfeita de perder um campeonato que estava aparentemente ganho. 

 

É por estas e por outras que nunca aposto a favor de Portugal ou do Benfica. No máximo aposto contra. Assim, diversifico as minhas chances de ser feliz. Esperemos que o sr. Done aprenda a diversificar as suas chances de ser feliz.

da autoria de Duarte Alves Ribeiro às 10:18

10 de Maio de 2012

Nos últimos dias, a pergunta que faço a mim mesmo antes de ler os jornais económicos nacionais é a seguinte: " Que empresa é que a Sra. Isabel do Santos comprou hoje?". Depois do reforço de posição no BPI (comprando aos espanhóis La Caixa, que tinham acabado de comprar ao Itaú), e da compra dos 5% que a Telefónica detinha na Zon, hoje os jornais económicos não me decepcionaram e noticíam que a Jadeium (empresa controlada por esta poderosa senhora) poderá estar interessada em adquirir a posição conjunta de 21,73% que a CGD e o BES detêm na empresa de telecomunicações. Esta compra deverá permitir que as empresas da esfera dos Santos fiquem com uma posição de 33,2%, um pouco abaixo do valor que obrigaria a uma OPA. Todas estas aquisições foram feitas aproveitando os valores de saldo a que as duas empresas transaccionam, o que não deixa de ser perfeitamente racional.

 

Tendo em conta que quase tudo em Portugal se encontra a preço de saldo (tirando a Jerónimo Martins e talvez a GALP), nos próximos dias vou continuar com a mesma pergunta, dia após dia. Aceitam-se apostas para os próximos alvos.

da autoria de Duarte Alves Ribeiro às 09:03

09 de Maio de 2012

Sylvester Eijffinger e Edin Mujagic, da Universidade de Tilburg, fazem aqui um comentário sobre a composição do Board do Fed, o sistema da Reserva Federal dos Estados Unidos, que actualmente resulta das decisões tomadas pelo Presidente Obama durante o seu primeiro mandato. Obama renomeou 5 dos 7 actuais membros do Board of Governors (que são mandatados para 14 anos). Se ganhar as próximas eleições presidenciais, pode não só continuar a sua escolha dos membros deste órgão superior da Reserva Federal como, mais importante, assegurar a continuidade de Ben Bernanke, o actual Chairman do Fed. Algo que não acontecerá se o candidato ainda por decidir do Partido Republicano ganhar a eleição: qualquer um deles, e Romney em particular, já deixou claro que Bernanke não teria o apoio de um presidente Republicano. A democracia a funcionar ou a independência de um banco central posta em causa?

da autoria de JBS às 10:13

06 de Maio de 2012

Esta semana desapareceu um dos grandes do cinema português. Para quem não conhece, é ocasião mais do que suficiente para explorar a sua obra. Para os que já conhecem, este é daqueles que vale sempre a pena rever.

 

da autoria de JBS às 13:30

05 de Maio de 2012

Esta semana, foi vendido o quadro mais caro de sempre - "O Grito" de Edvard Munch. O preço pago chegou muito perto dos $120 milhões, o que equivale a cerca de €100 milhões. 

 

O Eurosport fez uma análise muito interessante, ao comparar o preço pago por esta obra de arte com algo completamente diferente mas com valor semelhante - Cristiano Ronaldo-, fazendo uma análise muito completa dos pontos positivos e negativos.

 

 

Por muito que goste de Ronaldo, se tivesse €100 milhões não investiria no passe dele pois, ao contrário da obra de Munch, o seu valor vai cair ao longo do tempo. Ainda assim, não gostaria de ter este quadro em casa, pois o seu aspecto é bastante depressivo (já o vi ao vivo e é um pouco arrepiante). Moral da história: de entre os 2 escolhia o quadro de Munch, mas tinha que o pôr a render num museu. (pode ser que o Berardo o quisesse no museu "dele")

da autoria de Duarte Alves Ribeiro às 17:11

04 de Maio de 2012

Estava com um feeling que isto poderia acontecer: http://economico.sapo.pt/noticias/lucros-de-grandes-superficies-acima-dos-50-em-alguns-alimentos_143834.html. Será assim tão difícil compreender por que motivo esta notícia não faz sentido?

 

Just in case, vamos rever o conceito de margem e de desconto. Se m=margem, d=desconto, C=custo de produção e P=preço de venda, então a seguinte relação tem de se verificar para que não haja dumping (ou seja, para que o preço de venda de um produto não seja inferior ao seu custo de produção):
P >= C*(1+m)*(1+d)

 

i) Com uma margem de 50% e um desconto de 50% (m=0,5 e d=-0,5),

P = C*(1+0,5)*(1-0,5) = 0,75*C < C     ----> Neste caso, o preço de venda está abaixo do preço de custo. O lucro será necessariamente negativo.

 

ii) Com uma margem de 100% e um desconto de 50% (m=1 e d=-0,5),

P = C*(1+1)*(1-0,5) = C   -----> Neste caso, o preço de venda é exactamente igual ao preço de custo. O lucro será zero.

 

Conclusão: para que um produto não seja vendido abaixo de custo com um desconto de 50% é necessário que a margem de lucro seja pelo menos 100% - e não 50%!

 

Já acho grave que o Observatório dos Mercados Agrícolas não consiga fazer as contas, mas do Económico esperava-se mais... além disso, seria mais interessante ver a Comunicação Social interessar-se em explicar o dumping, as suas consequências e a sua gravidade, do que debitar contas de algibeira - ainda por cima erradas.

da autoria de Ana Mão de Ferro às 10:28

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